Mais uma vitória do mau gosto

11 de junho de 2020 § 35 Comentários

Péssima surpresa – ainda que nem tão surpreendente assim – ao descer neste fim-de-semana para o Vale do Ribeira. Estão destruindo o (para padrões brasileiros) tradicionalíssimo Restaurante do Japonês lá pelo quilometro 350 da Regis Bittencourt (a temida BR 116 cuja marcação de quilometragem é um mistério que jamais alguém me conseguiu explicar). Vai sair ali mais um Graal, ou seja, mais um daqueles “nadas” com cara de nada, iguais a todos os nadas sobre os quais flutua, perdido e sem referências, este país sem história.

Vão com ele gerações inteiras de memórias e, possivelmente, também a lojinha de pesca que resistia bravamente, marco de memórias mais recentes mas ainda heroicas, dos primeiros dedicados pescadores com isca artificial que, lá pelos anos 60 e 70, aprenderam a duras penas as artimanhas dos black bass plantados na Fumaça, uma das represas mais altas do latifúndio da família Ermírio de Moraes na Serra do Mar, que eles preservaram mas só para eles em troca da destruição dos mitológicos caniones de Mata Atlântica cavados pelo rio Juquiá-Guaçu, represado sucessivamente para geração de eletricidade para a Companhia Brasileira de Alumínio.  

Aquilo é um símbolo do Brasil. Ainda que mutilado no que tinha de único – as escavações feitas pelo maior rio a se despenhar Serra do Mar abaixo pelo meio da mata virgem – a gente ainda agradece à família que manteve pelo menos o entorno dele mais ou menos como era, ainda que só para os seus próprios olhos, porque não ha mesmo outro jeito de fazer isso no país onde os “ambientalistas” mandam fechar os parques nacionais porque, não admitindo a sua exploração econômica para a caça e a pesca esportivas e o turismo ecológico como em todos os outros países do mundo sem nenhuma exceção, impedem que o povo se eduque ecologicamente. O que sabe o brasileiro que pensa que sabe alguma coisa sobre conservação ambiental é o que lhe diz a Rede Globo porque viver no mato e do mato é proibido por lei e considerado “imoral” nesta nossa ilha inexpugnável de estupidez.

Desde que eu tinha 4 ou 5 anos de idade (estou com 68) parava lá com meu pai a caminho de Cananéia e daquele maravilhoso Lagamar que ainda resiste lá à violência do Brasil e ao mau gosto de São Paulo, para um clássico pastel de queijo dos melhores que o país já fez, receita que chegou quase intacta de boa até ha pouco menos de um mês. E tudo continuava familiar. O piso de pastilhas vermelhas salpicadas de amarelo. Os grandes leques japoneses enfeitando as paredes (o biombo, espetacular, foi surrupiado recentemente, coisa de dois ou três anos), as lâmpadas de papel decorado e outros objetos e produtos genuinamente japoneses continuavam a ser vendidos. Até o tanque de carpas a caminho do banheiro continuava lá E COM AS CARPAS VELHAS E BEM TRATADAS!

Nos meus tempos de moleque aquilo, como todas as cidadezinhas do alto da Serra, tinha aquele ar e aquele cheiro típicos de “sertão”: pequena circulação de mateiros e tropeiros com suas roupas “sem cor”, facões pendurados, ferramenta única com que se fazia literalmente tudo, e cheiro de fogão a lenha. 

Teve o mesmo destino de outros ícones da paulistanidade. Ha nesta latitude do Brasil um tipo resiliente de imbecil que paga caro para comprar um sucesso resistente às décadas  que ele não ajudou a construir…mas é burro o bastante para destruir e descaracterizar até que não sobre nada do que o fazia famoso, especialmente a antiga freguesia. O Restaurante do Japonês rendeu-se ao mau gosto. É mais um Rodeio, mais um Pandoro, mais um Bar Brahma. Espero que seu novo dono colha o mesmo resultado dessas outras vitimas da vitória do mau gosto.

A minha cara, pelo menos, não verão mais.

Marcado:

§ 35 Respostas para Mais uma vitória do mau gosto

  • Alexandre disse:

    É por essas e outras que eu sou mais conservador do que liberal.

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  • Milton Golombek disse:

    Fernão, com relação à marcação de quilometragem, é mais uma jabuticaba brasileira. A Dutra começava em São Paulo no km 30 e marcava km 400 no RJ. Algum genio começou a discutir porque não começava no RJ e acabava em SP ? A decisão imbecil que chegaram era para a marcação começar na divisa entre estados e ir crescendo na direção das cidades. Resultado, a estrada tem o mesmo km 2 vezes, e você nunca sabe onde está e quanto falta para chegar em algum lugar. Na BR16 com certeza é a mesma jabuticaba.

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    • A. disse:

      …”a estrada tem o mesmo km 2 vezes, e você nunca sabe onde está e quanto falta para chegar em algum lugar.”
      – Qualquer semelhança com a vida nacional NÃO É mera coincidência…

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  • Giácomo disse:

    Fernao , qualquer dia peço que escreva sobre seu pai o Dr Ruy do qual tenho verdadeira admiração .

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  • José Luiz Mancusi disse:

    EXCELENTE!!!

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  • Marcio Espindula disse:

    O mau gosto está se tornando uma unanimidade nacional

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    • Antonio Salles Neto disse:

      Que pena. Mais uma destruição. Quando vejo fotos belas de locais construídos em nosso passado, ou lembro dos que conheci pessoalmente (tenho 67), e depois vejo o que restou, lamento ser parte de um povo sem história. É uma pena. Cada um de nós tem que se contentar com a própria história e memória.

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  • Ronaldo Sheldon disse:

    História, tradição, orgulho de ser e pertencer a algo arraigado, que remonte a um passado que nos agrada, para que? O negócio é o progresso e a destruição da velharia imprestável. Um povo sem história não tem identidade, nem orgulho, nem patriotismo.

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  • Luiz Borges disse:

    👍👏👏👏👏

    Enviado do meu iPad

    >

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  • Carmen Leibovici disse:

    Não adianta se apegar a nada porque tudo muda.O que dói é quando muda para pior.
    O Brasil é um país sem planejamento integral,é tudo feito no chute,seguindo cada conveniência individual.
    Acho que é cultural essa falta de cultura,de cultivar,sei lá…

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  • Carmen Leibovici disse:

    Não é só no Brasil que esse comunismo com sinal trocado está prevalecendo.
    Li noutro dia que num tradicional e charmoso bairro de Paris,estavam destruindo mercadinhos tradicionais e charmosos e pondo no lugar lojas de grife em que ninguém entra fora uns neymares da vida.
    Essa invasão fria e desumana vem acontecendo já há alguns anos,lentamente,e não diz respeito ao bem estar dos homens( e mulheres e crianças) mas ao seu mal estar.
    É uma coisa muito esquisita,estamos nos afastando da humanidade quando o natural seria,obviamente,o oposto.

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    • Alexandre disse:

      Olá, Carmen. Permita-me uma sugestão:

      Um abraço.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Oi Alexandre,muito legal esse vídeo,obrigada.
        É verdade,sem beleza – e harmonia- não há vida, e a arte reflete o momento de cada época de alguma maneira.O nosso momento é muito feio e cínico e a ” arte” tem refletido isso.
        O problema nos dias de hoje também é encontrar a beleza disponível para ser vista e usufruida.O ser humano a está assassinando.
        Hoje é um privilégio muito grande encontrar um canto e usufruir da beleza.Só para dar um exemplo,
        me lembro ,há alguns anos,passeando por uma serra entre Rio e São Paulo,parei num lugar bem alto,descampado,totalmente isolado.Fiquei sentada ali na relva.Ventava suavemente e o pôr do sol era brando e tranquilissimo
        .Pensei que se pudesse escolher,queria morrer num lugar assim….Foi um momento de grande beleza.Enfim,a tranquilidade plena – beleza plena-se tornou uma grande preciosidade nesses dias.Também não sei se em algum dia isso houve.

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      • A. disse:

        … “se os olhos foram feitos para enxergar, então a Beleza é a própria desculpa para sua existência”… (Ralph Waldo Emerson)

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  • Fernando Lencioni disse:

    Quando eu era criança era famoso o bairrismo entre paulistas e cariocas. Agora? Ninguém é de nenhum lugar mais. O que caracterizava os paulistas como tais sumiu. Somos uma terra de imigrantes hoje. A ponto de numa eleição eu ter ouvido de um cara de outro estado que disse na minha cara afrontosamente que a eleição não podia ser vencida por um paulista. Ah… esse mundo está muito esquisito.

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  • Mário Rubial Monteiro disse:

    Nossa memória vem sendo destruída obstinadamente. Em São Paulo já foram fechados restaurantes como o Itamarati, PASV, Capuano entre outros. Penso que o Gato Que Ri e Le Casserole ainda resistem. Até quando?

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  • jorgesapia disse:

    Nadas e caros. Que pena.

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  • GATO disse:

    NÃO É O MAU GOSTO QUE ESTÁ VENCENDO
    Quem está vencendo é a modernidade a caminho de um futuro a La Jetsons, pois a humanidade pediu isso e com a chegada do vírus se confirma esse pedido. Tudo é delivery, não vão haver mais os Roda Vivas, Frango Assado e Graal, muito menos o Restaurante Japonês ou o Rodeio ou ainda o Fogo de Chão. Os novos padrões de higiene e convivência não permitem também os fast-food MacQualquer Coisa ou King Nada ou até KFC e Tacos.
    Alternativa da modernidade será faça você mesmo, aprenda a cozinhar, vá sujar muita panela e muitos pratos e talheres, você precisa lavar muito as mãos, aproveite, desfrute. Há vai viajar, leve sua merenda, sua sacola térmica para no alto da montanha e faça um piquenique.
    Fomos ficando preguiçosos, queremos tudo pronto e ai surgiram os truck-kombi-food ou quiosques de grandes marcas e além de intoxicar o organismo, muitos geram montes de lixo descartável que vai gerar mais poluição e destruição do mar, do ar e da terra.
    O modelo tem que mudar, no máximo vão permitir os banheiros pagos nos postos de gasolina, para estarem sempre limpos, pois de graça estarão sempre sujos. A loja de conveniência aberta, sem vidros e que servirá só café, chá, garapa e água mineral.
    Bem vindo ao futuro e nos locais do passado vou fazer como o Fernão. ” A minha cara, pelo menos, não verão mais.”

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, somos da mesma geração e com diferença de um ano. Vivemos um outro Brasil e uma outra atmosfera social, havia sim mais respeito às coisas que refletiam as melhores tradições.Quando no passado ia visitar patentes em Joinville passei por aí sem poder parar. Hoje em dia nem os entornos das igrejas antigas se respeita, enclausurando-as entre edifícios de mau gosto para atender a gente que não deve ter “alma”, mas muito poder do dinheiro fácil.
    Do Rio de Janeiro – ainda capital federal – onde morei no final da década de 1950, na rua Cândido Mendes defronte a embaixada da Suíça muito foi destruído pelo assanhamento das imobiliárias e adeus a prédios e locais charmosos de Santa Tereza e históricos bairros em torno. Tudo fica na memória como um bem imaterial fotografado mentalmente e sentimentos felizes que se vão quando não registrados por escrito, sendo que a história oral se perde não deixando marcas mais profundas.
    É de dar um banzo profundo.
    Pior é que o povo não pode opinar quando a obra é pública e vê tudo indo abaixo ou descaracterizado pelos quereres dos donos do pedaço. Assisti a filas imensas na inauguração do Bobs – se a memória não falha – lá no Rio, com filas imensas esperando para comer um sanduíche com salsicha e mostarda regada a coca-cola. E, só para lembrar, quantas fábricas de bebidas gostosas nacionais foram engolidas, como a Riabelmo em Mato Grosso, onde nasci, que fabricava um licor de pequi cuiabano de dar água na boca.
    Aqui em Rio Claro foi abaixo na década de 1980 o famoso “Casarão dos Azulejos”, que foi a casa do considerado “Príncipe dos Poetas Brasileiros” Guilherme de Almeida, substituído por um prédio de apartamentos… e mais recentemente o incêndio no Museu da Baronesa, restaurado depois…
    Num país onde o Museu Nacional e tantos outros viram fumaça, assim como muitos arquivos históricos Brasil afora, fica evidente a falta de reação política popular manifestando a indignação como você fez nesse louvável artigo de protesto.
    Que falta nos faz o sistema eleitoral de voto distrital puro com retomada de poder dos políticos incompetentes e onde o povo é quem determina o que vai ser conforme você tem divulgado com tenacidade;

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    • Carmen Leibovici disse:

      É verdade,Herbert,se o povo fosse capaz, em suas comunidades, de decidir o que deve ou não ser feito dentro delas,essa degradação não ocorreria

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Esqueci-me de citar que no Rio de Janeiro, no século 20, as destruições foram inúmeras e de grande vulto para as construções das Avenidas Brasil e Getúlio Vargas. Há até um samba-canção que lamenta: “Vão acabar com a Praça Onze…”. Ficam os cartões postais e´fotografias, filmes e pinturas como registro frio do que já perdemos..

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  • Carmen Leibovici disse:

    Mudando um pouco de assunto,não seria interessante o Brasil ,antes de se tornar distrital,para efeito de recall,tornar-se antes como a Suíça,uma federação de Cantões,cada um com sua própria constituição,supremo tribunal,etc.
    O Brasil é muito grande para a centralização de decisões federais que há nele.Nunca vai dar certo assim.Brasil precisa de uma certa pulverização para se tornar administrativante viável.Alguém poderia opinar a respeito?

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    • A. disse:

      Dna. Carmen: o único plano com chances de vingar no Brasil é o plano de fuga…!

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Dna. Carmen, bom dia de Santo Antônio! Nós todos que ainda conseguimos ser enamorados pelas coisas do Brasil ficamos muito consternados com o descaso de alguns brasileiros que não tem a força do ideal que moveu grandes transformações na humanidade. O ideal com propósitos amplos para toda a sociedade, como fez o iluminismo e o ideal republicano que já padece de firmeza nas três pernas.
      Sua colocação sobre uma federação de “cantões” no Brasil talvez atenda aquele conselho de Maquiavel: “dividir para governar”, não é mesmo?
      Quem já teve oportunidade de viajar pelo Brasil, como o Fernão Lara Mesquita já fez através de seu “Mar sem fim” e outras viagens onde ele percebe as transformações indesejadas, sabe que as distâncias físicas e sociais aqui são ciclópicas, o que dificulta a fiscalização da coisa pública e obtenção de um consenso de opiniões, apesar de falarmos uma língua entendida por todos, exceto nos jargões e vocabulário típicos regionais, mas nada que nos impeça a união política.
      O que atrapalha é o sistema político- partidário-eleitoral atual do Brasil que precisa ser urgentemente reformado para desemperrar tudo na economia, na educação e na vida social e política. Tudo e muito por fazer. “Cantões” no Brasil somente se não os transformarem numa série de outras Brasílias como a atual. pois há sempre o risco do jeitinho!
      Não é mesmo. Espalhar o poder nas mãos de quem sabe respeitar o poder que lhe outorgamos para nos representar, senão… cassaremos!.

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    • A. disse:

      Dna. Carmen: aqui há comentaristas gabaritados para opinar muito melhor que eu a respeito dos Cantões. Por isso não vou “palpitar” e, sim, dar alguns dados (com números não se briga):
      população da Suíça: 8,5 milhões
      população do Brasil: 209,5 milhões
      área da Suíça: 41.285 km²
      área do Brasil: 8.516.000 km²
      PIB per capita da Suíça: 75.835 dólares
      PIB per capita do Brasil: 8.920 dólares
      nº de cantões na Suíça: 26
      nº de municípios no Brasil: 5 570
      Só citei números. Nem me atrevo a falar de outros aspectos como saúde, educação, cultura, tradição e um infindável “etc”. (mas… “nóis é penta e eles, não”!)
      Agora tenha um bom domingo! Se conseguir…

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      • Carmen Leibovici disse:

        A,também não sei argumentar muito a respeito…Só acho que o Brasil é muito desconexo.Todo “atrapaiado”.É milagre que seguimos sendo um país ,porque o Brasil é uma bagunça não um país.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Quem sabe o senhor Ethan Edwards já esteja pensando em abordar sobre sua proposta de “cantões” no Brasil. Bons comentários fazem nossos corações democráticos palpitarem e uma ideia puxa a outra até que os verdadeiramente cultos no assunto se exponham ampliando nossas visões, tudo num bom ambiente de debates e argumentaçoes como aqui no democrático Vespeiro.com. Professores também são alunos diante da imensidão do conhecimento. Triste é ver que alguns se fecham em suas sabedorias e tem medo de ser expor. Todo sábio já teve seu dia de sabichoso, mesmo que disfarçadamente.

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  • Olavo Leal disse:

    Sobre a quilometragem das rodovias federais:
    A Via Dutra e a Régis Bitencourt (RB) fazem parte da BR 116, rodovia que liga Jaguarão/RS a Fortaleza/CE, passando por 9 Estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, BA, PE e CE.
    Em cada Estado há uma quilometragem própria, pois o DNIT é constituído por Superintendências estaduais que são encarregadas das obras naquela UF.
    Assim, a BR 116 cruza SP, vinda do Rio (Via Dutra), entrando por Queluz, que é o Km 0 em SP; a quilometragem cresce até a cidade de São Paulo, onde atinge, creio eu, o Km 240 (aproximado).
    Aí, a Dutra emenda com a RB, sendo que a quilometragem vai aumentando, até chegar à divisa SP-PR, no Km 590 (aproximado).

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  • Olavo Leal disse:

    Difícil entender o motivo dessa quilometragem!
    Só facilita para o DNIT e suas superintendências estaduais.
    De que adianta ao usuário saber a quantos quilômetros está de Queluz (com todo respeito aos queluzenses) ou quantos faltam para a fronteira SP-PR?
    O que interessa é quanto falta para S. Paulo, Rio ou Curitiba, por serem grandes origens e destinos de tráfego!!!

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  • É, caro Fernão. Quando morre uma parte da nossa história, uma parte da gente morre junto.

    Graças a Deus o Parque Lage não virou um mega condomínio. Boa parte da minha infância se passou lá.

    Meus sentimentos.

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