30 de outubro de 2019 § 8 Comentários

Sou crítico do “jornalismo de acesso” mas, dentro do gênero, a matéria da Globo q ofendeu o presidente, desde a 1a versão, estava factual e equilibrada, destacando a contradição e confirmando o álibi. Como elogiei ontem, registro hoje: a hiper reação de Bolsonaro foi desastrosa

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§ 8 Respostas para

  • Ethan Edwards disse:

    Não vi a matéria porque, por razões espirituais, mais que políticas, há muitos anos não sintonizo a Globo. É uma TV deletéria, em todos os sentidos. Mas, pelo que li a respeito, a manchete “urgente” foi política, não jornalística. Uma chamada dessa importância, com trombetas e “urgente” em caixa alta, só se justificaria se fossem descobertos indícios da participação do presidente no crime. Ora, a própria matéria esclareceu que Bolsonaro não se encontrava no local; não havia como estabelecer, portanto, conexão entre ele e o suspeito. Só a política, portanto, a notória má-fé de um grupo de proprietários e jornalistas determinados a derrubar o governo eleito explica esse “erro jornalístico”: chamar para a principal manchete uma matéria que poderia ser oferecida na página 7.
    Quanto à reação de Bolsonaro, concordo inteiramente com você e tuitei a respeito (na verdade, sobre o vídeo das hienas): “Bolsonaro não tem poder para derrotar o “establishment”. Com sorte, conseguirá melhorá-lo, se isolar alguns, atrair outros… É uma luta longa e difícil. Atacar o “establishment” em geral, hoje, apenas revela irritação e impaciência. Um mau sinal – que os inimigos explorarão”.
    Bolsonaro vive dentro do Congresso há décadas. Ao se lançar candidato, com a plataforma que carregou, sabia que enfrentaria coisa muito pior do que isso. Não tem sentido, agora, se queixar de que está sendo agredido. É mais ou menos como alguém se inscrever para lutar no MMA e, após a primeira luta, reclamar do adversário por ser muito violento. Em política, isso é um erro.

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  • Olavo Leal disse:

    A reação do Presidente foi de alguém que se sentiu profundamente atingido, sendo completamente inocente. O que, por si só, justifica a reação. Qualquer um de nós, em situações semelhante, mesmo que não metido na política, reagiria de modo semelhante.

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  • SERGIO A A MOURA disse:

    Discordo, a Globo lançou suspeita de conivência em assassinato sobre um indivíduo sem o devido trabalho de investigar o assunto a fundo. Como no caso da Época, foi puro jornalismo de ódio, que a Globo e a Folha praticam diariamente.

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    • flm disse:

      Não vi nem vejo esse “lançar suspeita de conivência com um assassinato”. Talvez eles ate gostassem disso mas não havia munição pra tanto. A matéria enfatizou desde o inicio o alibi e a contradição. Mas pecou por não ir ouvir o indigitado tendo uma repórter (Delis Ortiz) na cola da viagem do presidente e por não ter ido apurar no local o que o filho Carlos logo apurou: a lista e as gravações dos telefonemas do dia.

      Conspiração? Acho que não chega a tanto. Mas uma mistura de vontade de atrapalhar com o vicio do “jornalismo de acesso” que é detonar qualquer petardo que partes interessadas lhe enfiem na culatra confiando que a exibição do grampo e/ou do pedaço de papel com as letras do porteiro são “provas” suficientes que dispensam qualquer trabalho adicional de apuração, com certeza.

      O pecado, para mim, é mais da alta direção do veiculo que de qualquer um. No meu tempo de diretor de redação nenhuma denuncia contra ninguém podia sair sem um amplo interrogatório da matéria e diversas checagens e confirmações. E mesmo assim fiquei inúmeras noites sem dormir com medo de ter cometido uma injustiça. Hoje isso não existe mais antes de mais nada porque nenhum dono de jornal é jornalista. Não sabe fazer nem cobrar isso e nem quer saber muito de noticia. Na verdade são raros os que lêem o próprio veiculo. Nem é por maldade. É que o mundo deles é outro. Os ratos de redação levam eles no tapa fazendo, quando muito, alguns afagos esporádicos na vaidade…

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  • Mário Rubial Monteiro disse:

    Apenas entendo que, na posição de Presidente, Bolsonaro deveria ser mais equilibrado. Ele tem à disposição a AGU, e uma série de instrumentos para interpelar qualquer órgão de imprensa. Processe, faça o que bem entender dentro dos princípios éticos que devem reger um relacionamento civilizado.

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