A missão da imprensa

2 de julho de 2019 § 23 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 2/7/2019

Quarta-feira passada David Alcolumbre comemorou como “um feito histórico para a democracia do Brasil” a aprovação do orçamento impositivo. Como sempre deu-se o último passo antes de dar-se o primeiro. Colheu-se o fruto antes de plantar a árvore.

Multiplicar por 5594 (26 governadores e 5568 prefeitos) os focos de dispersão do dinheiro público sem instalar antes uma democracia verdadeiramente representativa como sonha fazer o ministro Paulo Guedes, já seria uma temeridade. Dar aos 513 deputados federais e aos milhares de estaduais e municipais carta branca para decidir como gastar nosso dinheiro sem meter-lhes antes na boca o bridão do voto distrital, da retomada de mandato (recall) e do referendo é nada menos que suicídio.

Deputados e vereadores são eleitos às cegas por esses nossos “partidos” em metástese e sua lei eleitoral de enganar trouxa. Uma vez depositado o voto na urna não nos devem mais nada. O dinheiro para a reeleição é tomado e não contribuído. E podem voltar aos plenários sem um único voto se houver um palhaço popular o bastante para arrastá-los. Fica o contribuinte refém de legisladores que podem sacar da sua conta sem ter sequer de mostrar a cara e contra os quais ele não pode nada. E o pior é que como o slogan do “Menos Brasília, mais Brasil” já estava no ar não dá nem pra reclamar.

Como parece complicado argumentar contra mais um princípio elementar da democracia – a desconcentração do dinheiro dos impostos – fica o dito pelo não dito. Mas o caso é que é mais um que vai ser transformado no seu avesso. Esse tipo de tapeação é recorrente nessa nossa “democracia” que parece mas não é. Metade das denuncias de corrupção eleitoral apoiaram-se nesse tipo de manipulação. Primeiro “esqueceu-se” a diferença fundamental entre a sistematização da venda dolosa de votos e a aceitação de dinheiro de “caixa 2”. E então passou-se a dar como criminosas operações de financiamento de campanha que só mais além vieram a ser postas fora da lei. Com todos enfiados no mesmo saco tornou-se impossível tirar o país do impasse por dentro da política e o tão esperado combate efetivo à corrupção virou essa briga de bandidos no escuro que procura tornar indistinguível o joio do trigo e arrasta para a vala comum o que resta da política, do judiciário e da imprensa sadias.

E taí o Brasil parado e estrebuchando…

Tudo neste país está emaranhado na subversão sistemática da ordem cronológica e das relações de causa e efeito. Vivemos num turbilhão de ações e reações desencadeadas para conter a manifestação dos efeitos dos nosso problemas, nunca para eliminar suas causas, que ninguém mais sabe onde começa, de que vai resultando um frankenstein institucional em marcha acelerada para o desastre.

Na arte da construção de instituições – um trabalho refinado ao longo de milênios de sangue, suor e lágrimas – a ordem dos fatores não só altera mas quase sempre inverte o resultado. Todas as corcundas e escolioses, todos os membros retorcidos ou atrofiados das nossas instituições decorrem do aleijão original da planta dos pés de todas elas: a desigualdade petrificada na constituição, a distorção matemática da representação do País Real no País Oficial, a absoluta independência entre representantes e representados uma vez encerrada a eleição.

É por isso que, de como (não) defender a própria vida ao que fazer com a previdência, da sexualidade do seu filho ao regime de trabalho que melhor convém a cada um, do orçamento público à definição do próprio regime político, tudo pode ser e é discutido à revelia dos destinatários das leis e das providências que as “excelências” houverem por bem barganhar entre elas.

A ausência absoluta do eleitor nesses debates é o espaço vital da corrupção.

O papel dos políticos nas democracias é ajustar os contornos das figuras a serem desenhadas pelo povo, não o contrário. O da imprensa é balizar e ditar o ritmo dessa operação a quatro mãos. Se ela pode constranger as autoridades a crer que a providência mais urgente e profícua que podem tomar por esta nação em guerra é criminalizar a heresia de descrer da nova “verdade anunciada” de que aquilo com que cada ser humano nasce entre as pernas não existe, imagine-se o que não poderia fazer se assumisse as tarefas de trazer o debate político sempre para as causas essenciais dos nossos problemas e de pôr debaixo dos narizes dos nossos representantes os consagrados remédios usados por quem já se curou ha quase 200 anos das mesmas doenças de que o povo brasileiro continua condenado a padecer.

É uma só humanidade que habita este mundo que começa na Venezuela e termina na China. Quando, na virada do século 19 para o 20, os Estados Unidos estiveram tão doentes de corrupção quanto o Brasil está hoje e seu povo sentia-se tão impotente quanto o nosso, jornalistas foram em caravana à Suíça estudar as ferramentas de democracia direta com que aquele país se tinha livrado da mesma praga 30 ou 40 anos antes e voltaram para casa com a seguinte receita: “O povo suíço reconhece na iniciativa (de propor leis e de dar e tirar mandatos) e no referendo o seu escudo e a sua espada. Com o escudo do referendo afasta todas as leis que não deseja; com a espada da iniciativa abre caminho para transformar as suas próprias idéias em leis”. Foi esse “feito histórico” para as suas respectivas democracias que fez de ambos os dois povos mais livres e ricos da história da humanidade.

A fórmula do remédio que pode curar a democracia brasileira não tem tradução em português. A missão da imprensa porventura interessada em livrar-se de ser confundida com os políticos pela opinião pública e acabar tendo o mesmo destino deles, é ir buscar onde estiverem todas as soluções que só aos grupos em disputa pelo poder interessa esconder, da-las a conhecer a este país doente e, assim, fazer o Brasil reconciliar-se com o Brasil.

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§ 23 Respostas para A missão da imprensa

  • A. disse:

    Preferia fazer uma crítica ou um contraponto a esse artigo porque “da discussão nasce a luz”. Mas não há como. É só elogiar e desejar que esse artigo houvesse sido escrito em caixa alta, aos berros. Para acordar os “deitados eternamente em berço esplêndido” que pedem silêncio para dormir e roncar nos nosso ouvidos,,,

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  • BENHUR ANTONIO BACEGA disse:

    Magistral o texto, Fernão! Magistral, também porquê professoral, além de ser um brado e uma crítica. Toda essa mudança que os brasileiros promovemos, quanto a grupos e ideologias supremacistas, de ontem e de hoje, nada valerá se não houver a vontade popular explicitada nas decisões formais, porém, estas, as formais, são eivadas de interesses e corrupção. Ali que tudo deve ser mudado, pois, sem isso, não podemos denominar o Brasil como democrático, já que as vontades dos cidadãos não migram para o conjunto das decisões formais, aquelas que formam as Leis, as Normas, os Estatutos.

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  • Renato Nalini disse:

    Fernão: se a sociedade lúcida não participar, fiscalizar, cobrar e se indignar, não sairemos do atoleiro. Como sensibilizar os inertes, anestesiados e desalentados?

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  • Ricardo Luiz disse:

    Democracia de fachada.

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  • RUBI GERMANO RODRIGUES disse:

    Estive domingo na Esplanada e senti nitidamente, na multidão, o desejo de verdade, de justiça, o clima de esperança. A idade média dos presentes era elevada, pessoal já chegado à idade adulta. De repente percebi a pouca presença de jovens e me dei contas que são eles que hoje nos governam. Olhei para o Congresso e vi legisladores em juvenis e irresponsáveis disputas de poder. Olhei para o STF e vi jovens ativistas brincando de imperadores. Olhei para o Planalto e vi tentativa ignorada de chamar essa juventude à responsabilidade. A imprensa, também juvenil, estava presente, registrando um convescote na ensolarada manhã de Brasília. Em nenhum momento vi a imprensa destacar a seriedade do ato e a gravidade da situação. A imprensa alegremente registrou a festa, as cores, as bandeiras. Brinca-se de legislar, brinca-se com as leis, brinca-se de ensinar, brinca-se de aprender, As roupas são alegres e a democracia uma ciranda. Brincam de viver sem perceber que o tempo passa. Quando se tornarão adultos?

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    O caminho para a democracia é conhecido há séculos, mas você Fernão é o primeiro jornalista a mostrar esse caminho desconhecido por muitos e propositalmente escondido pelos ratos que infestam o Congresso. A dificuldade vai ser convencer os ratos a abandonarem o queijo e a morrerem de fome. Por vias pacíficas vai ser difícil.

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  • Rey Cintra disse:

    Concordo com a sua visão exposta e acrescento que a transparência seja ampla e a aplicação da lei seja correta e rápida. Se as “suas excelências” têm proteção contra processos judiciais, não tem contra a transparência de suas ações criminosas com o imposto de renda, transações e transferências financeiras incompatíveis (COAF), negociatas beneficiando empresas (em troca de suborno), crescimento patrimonial de parentes (laranjas). Enfim, “follow the money and lock them up”. Parece-me que o governo negocia a aprovação da reforma da previdência, sem a qual o déficit das contas públicas não se resolvem e os investimentos continuam “trancados”. E na ponta da linha, municípios e estados que não fizerem suas reformas, quebram (contando com o socorro do governo federal).

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    • Olavo Leal disse:

      Concordando com o brilhante texto do FLM e com este comentário, acrescento dizendo que, tão logo quanto possível, deveremos implantar o verdadeiro federalismo. Com ele, os Municípios (“células-máter”) se encarregarão de resolver a maioria dos problemas dos seus cidadãos, sendo complementados pelos Estados (unidades federativas), que trarão todas as soluções não atinentes àqueles.
      À União competirá, apenas, as FFAA, PF, justiça constitucional, Itamaraty, as agências reguladoras e pouco mais.
      As autoridades estaduais e (principalmente) as municipais são muito mais facilmente fiscalizadas e conduzidas – o voto distrital com recall cai como uma luva!- pela população que os atuais 513 deputados, 81 senadores e N ministros (a critério de cada governante) têm sido “fiscalizados” na Brasília, tão perto quanto infinitamente longe dos cidadãos.
      Daí a penúria dos prefeitos e governadores, com raríssimas exceções, que ficam com, respectivamente, menos de 10% e pouco mais de 20% da carga tributária, na qual a União passa sua “mão grande” e recolhe quase 70%. Como um prefeito consegue asfaltar um bairro novo ou construir uma pequena ponte que unirá esse bairro ao centro da cidade, sem a “ajuda” federal (cujos tributos foram, em 70%, recolhidos daquele mesmo município)?

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  • marina alves dos santos disse:

    “Democracia”! Quem sabe um dia! Quando a Educacão voltar a ser Ensino, ensinando a pensar com honestidade com comprometimento com a verdade. Nesse mundo de relativismo com essa Constituição estapafúrdia não iremos a nenhum lugar.

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  • Cyro Laurenza disse:

    Como sempre você emociona por sentirmos ao longo da leitura a n cessidade de enormes mudanças minha única preocupação fica no distrital em momento de pobreza enquanto nobreza do cidadão com o coletivo é tão somente atenção com o individual e em grande parte nem a família importa! Tradição americana foi sempre de apesar da força individual a luta sempre foi coletiva e na busca da integridade, claro que nem sempre alcançada!!! Me preocupa nosso nível civilizatório permissivo tendo o Castelo Imperial sempre presente e em nosso caso todo um imenso território chamado Brasília Forte abraço deste teu fã de carteirinha

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    • flm disse:

      Acho que v está supervalorizado os americanos, Cyro.

      Eles pensam neles e isso não é tão mal assim posto que o sistema deles pressupõe exatamente que a humanidade é como é e não como a sonharam os poetas. A virtude daquele sistema está na pulverização do poder entre os eleitores de milhares de distritos, no que resulta que o interesse individual traduz-se em interesse coletivo pela soma de pequenas maiorias e não pelo desejo ou a visão sempre equivocada de alguém que pretende interpretar o interesse coletivo.

      A democracia foi desenhada para tratar de assuntos muito prosaicos e objetivos. Não é necessário conhecer grandes filosofias para o cidadão mais ignorante de Pirajuí entender se a decisão do prefeito de asfaltar uma rua e não outra atendeu ao interesse coletivo ou ao fato da mãe do prefeito morar nela; votar se quer ou não aumentar o salário dos seus funcionários ou dar um recall no vereador corrupto, votar “sim” ou “não” para a compra de mais um carro de bombeiros pelo preço proposto, a reforma ou não de determinada via publica pelo preço proposto pelo prefeito e quem deverá pagar essa reforma…

      É para coisas como essas que a democracia verdadeira pede a decisão dos eleitores. O conjunto dessas decisões é que desenha o que é (e não o que “deveria ser” segundo alguém que se julga iluminado) o interesse coletivo.

      É um erro factual pensar que a boa educação vem antes do bom sistema político. A verdade histórica é o contrário. O bom sistema político é que leva ao surgimento de boas escolas e boa educação publica. Duvido que houvesse mais de uma dúzia de suíços letrados em 1291 quando eles inventaram o sistema que evoluiu para isso. E os americanos que os copiaram foram aqueles que você vê nos filmes de caubói…

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  • Fernando Leal disse:

    Caro Fernão, quantos iguais a mim e a você existem nesse “brasilzão” estúpido e que somos representados por demagogos e manipuladores em todos os níveis do “p(h)oder”? Acredito piamente que não passamos de 100 mil almas penadas, sim meu caro nós somos verdadeiros “zumbis” nesse país. Só nós conseguimos enxergar, como disse Norman Mailer que, “there is a shit-storm coming”, mas o resto, os duzentos e tantos milhões estão dançando alegremente à beira do abismo fazer o quê? Só para ilustrar, neste último fim de semana estava tentando explicar a um amigo, administrador de empresas e com cargo gerencial em uma multinacional o que é Sistema Distrital Puro e mostrando alguns de seus artigos no “Vespeiro” para que ele tivesse a oportunidade de uma verdadeira Aula Magna por seu intermédio sobre o assunto, para meu espanto era o primeiro contato do camarada com o tema, havia apenas ouvido falar vagamente sobre tal e não se interessara por ser um assunto muito entediante, como também achou que os seus textos são longos e difíceis de entender, honestamente não me admirei, o cara está acostumado apenas a ler textos tipo “telegramas” de três ou quatro linhas no máximo, a não ser que faça referência às peripécias do tal Neymar ou algum tipo de escândalo que venha a se tornar “meme” na Internet, tipo: a única coisa que o interessou na reunião do G20, foi a prisão do sargento-traficante da FAB, os assuntos de relevância para o País, nem tchum. Mais engraçado foi quando mencionei “recall”, ele disse que a fabricante de sua SUV já o havia chamado a participar de um “recall” no ano passado para trocar sei lá o quê. Pode? Pode sim, hoje nesta terça-feira, por exemplo, a única coisa que lhe interessa é o jogo Brasil x Argentina pela “grandiosa” Copa América o resto pode esperar. Constato então que o excesso de idiotia e a falta de memória garantem a mansidão bovina de milhões de brasileiros. A manada se contenta com pouco, acredita em tudo e não cobra nada. Abraços.

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  • Peter Lessmann disse:

    Mais um ótimo artigo. Repito para ti aquilo que dizem os Americanos aos que servem a pátria deles: “thank you for your service”!

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  • Sonia disse:

    PARABÉNS por mais esse excelente artigo. Como você constata, bastaria copiarmos o que já foi feito nos EUA, que é onde a Democracia funciona de verdade. Acontece que nossos “representantes” só querem copiar o que lhes interessa (como o orçamento impositivo), só o que lhes traz vantagens. Jamais o “pacote” completo. Então fica assim essa “geringonça” que parece que em Portugal, apesar do nome tem dado certo. Aqui não dá não.

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  • VARLICE RAMOS disse:

    Belíssimo texto, Fernão!
    Agradeço.

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  • felipepenha disse:

    Tive que postar essa matéria no Face tks muito boa suas ideias !!!! Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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  • Flm disse:

    É esse o milagre asiático…
    O Japão recebeu uma cópia da constituição americana do general McArthur e nunca alterou uma linha dela…

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  • Herbert Silvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Uma vez que a escola não forma um bom cidadão, com consciência para atuar politicamente nas questões de interesse para todos,só nos resta mais uma vez clamar pela atuação da imprensa democrática e livre como a grande catalizadora do interesse do povo pelo seu futuro. A imprensa é a grande escola, a grande professora que dá a seus “alunos” – os seus leitores, missivistas e colaboradores – a oportunidade de participar de onde quer que se encontrem e de que extrato social a que pertençam. Isso é democracia transparente, que a muitos tipos de corruptos e maus políticos incomoda. A imprensa já é o grande farol iluminando o mundo infestado de obscurantismos, mostrando o caminho a seguir rumo ao esclarecimento. A imprensa fará em muito menos tempo o que o Ministério da Educação nem sabe bem por onde começar. A vontade do povo por mudanças radicais gerará as iniciativas necessárias, sendo a principal delas cobrar as lideranças políticas honradas, que ainda existem no Congresso Nacional, para promoverem o desmantelamento das sinecuras nas instituições nacionais. De concessão em concessão parece que há muitas propostas que já estão matando a reforma da previdência em seu ninho através de regalias especiais – privilegiaturas…- que o nosso sistema judiciário finge não ver. Repito aqui o que há dias escrevi: a Justiça falha enquanto algumas togas farfalham ao sabor de aspectos bem avessos ao que determina a nossa tão desrespeitada Carta Magna. Seu artigo acima é uma bela maneira de comemorarmos a missão da imprensa, principalmente nos 144 anos do jornal O Estado De São Paulo.

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  • Del m ar disse:

    Triste país cujo destino está nas nas mãos de uma maioria de políticos que só pensam nos seus interesses e não dos do país

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  • nader murad disse:

    vc devia divulgar com sua assessoria de imprensa o voto distrital
    puro com recall……a muito tempo vc escreve mas não é comentado, o estadao é muito limitado para um assunto tão
    importante , vc deveria ir nas faculdades fazer palestras e as tvs
    acompanharem……é uma idea

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  • Boa abordagem, estamos linkando-a no e-book sobre a missão da imprensa e a desinformação, táticas da guerra das narrativas, a 5GW 📚e-book🆓 http://bit.ly/espiral-silencio

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