What’s up with the USA?

7 de novembro de 2016 § 2 Comentários

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Publicado em português no Vespeiro e no Estado de S. Paulo de 6/6/2016

The “Protestant ethic” usually takes the spotlight, but the most revolutionary “American exceptionalism” is that the country was born as the only nation of landowners there had ever been.

While Brazil, like the rest of the “New World”, had its vast territory divided up and distributed to 13 good friends of the king, the Virginia Company of London, along with other private companies to whom undercapitalized King James I, of England, handed the colonization of “his” America, offered, since 1618, a 50-acre property-title to anyone who was willing to make a living there.

The opening of a window like the “headright system” into Europe’s brutal medieval world where the only certainty was to die in the exact same social position you were born into (be it landowner or otherwise), was an unprecedented miracle in human History.

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What made the construction of a political order based on free consent, property rights and equality under the law in the United States’ birth as a nation possible is that these were conditions that already existed in that part of the world at that time. The goal of the institutions built around this historical miracle by the Enlightenment’s elite was not to create it, but to “shield” it from returning to the former standards because of man’s natural impulse to “prevail” over their neighbor, and preserve the freedom that permitted them to undertake such challenge.

Their solution was to put effort and merit in the place once occupied by “divine right” as the only acceptable mean to legitimize the accumulation of power or wealth; that is, to legitimize social inequality. That was already a lot, but not enough. Even under the rule of merit, property, little by little, tended to concentrate again into fewer hands. Turning the 19th to the 20th century, with american democracy wraking in corruption, the “Progressive Era’s reforms” step in the political stage to condition the right to accumulate property, even if attained through merit, to the preservation of competition to the consumer’s benefit. Along with new instruments to enforce the power of the many over the few imported from Switzerland like the “recall election”, the right of legislative “initiative” and “referendum” for laws enacted by representatives, antitrust legislation, a genuine (an decisive) american inovation, attained to put political and economic power more clearly on opposite sides and thus to renew the miracle.

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There is a fundamental difference between American democracy and the others that, throughout the world, eventually evolved into meritocratic systems. While for the latter it is a question of purging and overcoming their own historical experiences so that they may stop being what they culturally remain being, the problem for the former is preventing the transformation into what it never was and solemnly swore to never become from its founding day. The absence of the “original sin” on its starting point deprived the United States of the rest of the world’s hatred of property and prosperity, which it constantly associates to privilege and would translate into the communist revolutions that drenched the 20th century in blood.

The result was the most spectacular soar of freedom and prosperity combined ever to be seen by any human society, until the internet and its blurring of sovereign national boarders came to stop the ascent.

In the new reality of exportable markets of goods and labor and the absolute impossibility to enforce national legislations to control them in a globalized context, the American model of individual rights prevaling over State and corporate “reasons” have been implacably diluted in the confront with “State Capitalism”, the multitudes reduced to extreme poverty working for minuscule wages to monopolistic enterprises sustained by national treasuries sustaining dumping wars against its democratic competitors.

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40 years of successive records of company merges and acquisitions followed, in a wacky race to obtain scale and “productivity gains” at the expense of salaries and work conditions along with the ever-growing interference of the State bailling out those who got “to big to fail” in the process, with fear of unemployment closing everyone’s eyes to the corresponding corruption. All of such badly compensated by a technological revolution anchored in a computer science where intellectual property rights are indefensible.

This shift has been pulling americans out off the model they had the privilege to choose for themselves and to definitly empower in the beginning of the 20th century which they had been abble to profit from for almost 80 years. The only beneficiary of the telluric economic shift that followed has beem the financial sector which profits obscenely from the recurrent “restructuring” of the wracks off production and labor. It grown up from 8% to 48% of the national economy during this period.

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Donald Trump “bogie style” and Bernie Sanders “Santa Claus-style” populisms and Hillary Clinton’s dangerous liaisons with both the people who fear them and with Wall Street’s sharks, along with what sounds to us as kind of “vintage” ideological jargon assumed by the american press, are all portraits of the perplexity of a Nation that up to now has had the luxury of living in a true meritocracy, away from the hoplessness of winning by individual worth that ends up in bitterness and social warfare, and reflections of the opportunistic aproach of the Democratic and Republican establishments, allways trying to profit off the consequences of democratic capitalism’s structural shift instead of choosing to discuss the roots of the problem (one of no visible solution in a globalized context).

This election confirms the United States’ contamination by the ancestral sickness of the rest of the world. The “American model” of a generation ago rests itself firmly upon laws that are no longer enforceable in a world that is borderless and unjust. A world that, from now on, will level up by the average, which for America means settling for less. Only after that, and if the model doesn’t get lost in the way, will the world achieve, now as a whole, an institutional aparatus to defend men from men as efective as the one History turned americans able to develop and live under before everyone else on this planet.

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 (Translation, Fernão Mesquita)

As razões da Inglaterra

29 de junho de 2016 § 12 Comentários

O que há com os EUA

6 de junho de 2016 § 28 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 6/6/2016 

A “ética protestante” levou a fama mas o mais revolucionário dos “excepcionalismos americanos” foi ter o país nascido como a única nação de proprietários que jamais houve.

Enquanto o Brasil, como o resto do “Novo Mundo”, teve seu vasto território dividido entre 13 bons amigos do rei, a Virginia Company of London e demais empresas privadas a quem o descapitalizado James I, de Inglaterra, contratou a colonização da “sua” América oferecia, desde 1618, um título de propriedade de 50 acres de terra (20 ha) a qualquer um que se dispusesse a estabelecer-se nela.

A abertura de uma janela como o “headright system” no mundo brutal da Europa medieval onde a única certeza era morrer exatamente dentro da mesma condição social – de proprietário ou não – em que se tivesse nascido foi um milagre sem precedente nem sucessor na história da humanidade.

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O que ensejou a construção de uma ordem política baseada no livre consentimento, no direito de propriedade e na igualdade perante a lei no nascimento dos EUA é que essa era a condição que realmente existia na maior parte daquele canto do planeta àquela altura. O objetivo das instituições erguidas em torno desse milagre histórico pela elite do Iluminismo, mais do que produzi-lo, foi blinda-lo contra a volta ao padrão anterior pelo impulso natural do bicho homem de “crescer” sobre seus vizinhos, e preservar a liberdade que lhes permitiu entregar-se a esse desafio.

A solução encontrada foi colocar o esforço e o merecimento no lugar antes ocupado pelo “direito divino” como unico meio de legitimação da acumulação de poder ou de dinheiro, ou seja, de legitimação da desigualdade, o que já foi muito mas não foi o bastante. Mesmo sob o domínio do mérito a propriedade, aos poucos, se foi concentrando até que, na virada do século 19 para o 20, as reformas da “Progressive Era” – legislação antitruste e dispositivos como recall de políticos e funcionários, direito de iniciativa e referendo das leis baixadas pelos representantes para deter a corrupção e submeter os políticos à vontade dos seus representados – chegaram para prolongar o milagre pondo o poder político e o poder econômico em campos opostos e condicionando o direito de acumulação de propriedade mesmo pelo merecimento à preservação da concorrência em benefício do consumidor.

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A diferença fundamental entre a democracia americana e as outras que, pelo mundo afora, eventuamente evoluíram em direção a sistemas meritocráticos é que para estas trata-se de forçar a superação da própria experiência histórica para deixar de ser o que culturalmente seguem sendo, enquanto para aquela o problema é evitar transformar-se no que nunca foi e jurou jamais vir a ser no seu ato de fundação. A ausência de “pecado original” no ponto de partida tirou os EUA do caldeirão do ódio à propriedade e à prosperidade que o resto do mundo acostumou-se a identificar com o privilégio, desvio que, na volta do pêndulo, se traduziria nas revoluções comunistas que ensanguentaram o século 20.

O resultado foi o mais espetacular salto na combinação de liberdade com prosperidade jamais vivido por qualquer sociedade humana até que a derrubada das fronteiras nacionais pela internet, a partir do início da década de 80, viesse interrompe-lo.

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Na nova realidade “vaso-comunicante” de mercados de bens e trabalho exportáveis e absoluta impossibilidade de fazer valer legislações nacionais que os controlem num contexto globalizado, o modelo americano de prevalência dos direitos individuais sobre as “razões de Estado” e a lógica dos trustes vem sendo implacavelmente diluido na competição com os monopólios dos capitalismos de estado que sucederam o socialismo real nos quais multidões reduzidas à miséria trabalham por qualquer salário e “empresas” e tesouros nacionais sustentam juntos o dumping contra seus competidores do mundo democrático.

Desde então, quase 40 anos de recordes sucessivos de fusões e aquisições de empresas numa busca frenética de ganhos de escala e “produtividade” para fazer frente aos preços praticados pelas chinas da vida obtidos à custa do aviltamento dos salários e das condições de trabalho e da crescente interferência do estado na economia com a correspondente corrupção, tudo mal compensado por uma revolução tecnológica ancorada na informática onde os direitos de propriedade intelectual são indefensáveis, vêm expulsando os EUA do modelo de sociedade que eles tiveram o privilégio de escolher para si mesmos na entrada do século 20 e desfrutar por quase 80 anos.

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O unico beneficiário do processo tem sido o setor financeiro que fatura obscenamente com a reestruturação da desgraça continuada de quem vive da produção e do trabalho. Cresceu de 8% para 48% da economia dos EUA no período.

Os populismos, “brucutu” de Donald Trump e “papai noel” de Bernie Sanders, assim como as relações perigosas de Hillary Clinton tanto com quem se sente ameaçado por ambos quanto com os tubarões de Wall Street, e mais o jargão ideológico “retrô” da imprensa local, são retratos da perplexidade de quem pôde se dar o luxo de viver até aqui numa verdadeira meritocracia, longe da desesperança de vencer pelo próprio esforço que deságua no rancor e na luta de classes, e expressões do oportunismo dos partidos Democrata e Republicano tentando faturar as consequências do abalo estrutural do capitalismo demorático de preferência a discutir as raízes do problema, de resto de dificílima solução numa realidade globalizada.

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O quadro geral desta eleição comprova a contaminação dos EUA pela doença ancestral do mundo. O “modelo americano” de uma geração atras apoia-se estritamente no império de leis que não são mais exigíveis num planeta desigual e sem fronteiras que, doravante, primeiro se acertará pela média, o que para os EUA significa baixar de padrão, para só então, se não se perder no caminho, o mundo ir conquistando, agora como um todo, o que os americanos já tiveram sozinhos lá atras.

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O que ha de comum entre China e Brasil

9 de março de 2016 § 8 Comentários

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Frequentemente apontada como aquilo que o Brasil gostaria de ser, já ha muito mais de comum entre a crise chinesa e a brasileira do que sonham os nossos filósofos de botequim. Mais, desgraçadamente, do lado ruim que do lado bom que aquela quinta parte da humanidade tem para exibir.

O regime comunista chinês começou a “privatizar” as primeiras residências para seus súditos já com a década de 90 do século 20 caminhando para o fim. Os primeiros contemplados com as autorizações para comprar casa própria foram os trabalhadores de “colarinho branco” com salários mais altos das cidades mais ricas. Eles tiveram, primeiro, acesso a crédito para comprar suas casas e, na sequência, programas do governo para ajudá-los a reformar, mobiliar e equipar essas casas e, até, comprar uma segunda casa como investimento.

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A China rural e também os 270 milhões (hoje) de trabalhadores migrantes de salários mais baixos ficaram fora da festa. A razão é bem objetiva. Pelas médias de hoje esses trabalhadores ganham o equivalente a US$ 573 por mes, o que representa 70% do metro quadrado de apartamentos novos nas cidades menores do país e uma fração desse mesmo metro em cidades como Pequim e Shangai. Não dava mesmo para eles entrarem e até hoje isso é um problema sem solução.

Acontece que, como sempre em regimes com déficit agudo de democracia – o único antídoto eficiente contra a corrupção conhecido – os quadros do Partido Comunista Chinês logo descobriram que a criação de uma indústra imobiliária a partir do nada era a sua grande chance de saltar para o mundo dos ricos acariciado nos seus sonhos secretos. Lá, toda terra pertence ao estado e, como o estado pertence ao Partido Comunista Chinês, o partido único, e o partido único são pessoas, toda terra pertence na verdade a quem, dentro da hierarquia do partido, está em posição de ter o controle sobre esse bem, no caso, as células municipais do Partido Comunista Chinês.

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Tudo se deu, portanto, entre amigos e correligionários (“companheiros” como se diz por aqui). O “construtor/incorporador”, o segundo elo dessa corrente da felicidade depois do pessoal do partido (um Odebrecht da vida), tinha de conseguir dele a autorização do partido para se tornar construtor, o financiamento do banco do partido para “comprar” a terra “pertencente” à célula municipal do partido, as máquinas do fabricante de máquinas do partido e os materiais de construção dos importadores e/ou das manufaturas do partido e, assim, tocar as obras e incorporar os imóveis a serem vendidos, com financiamento do partido, aos súditos escolhidos pelo partido.

Deu pra imaginar a festa? Uma vasta cadeia de petrobrases (ainda que tenham sido ordenhadas com competência aparentemente maior do que foi a nossa)…

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Um estudo calculou em 4,5 trilhões de yuans ou 1/3 do PIB da China, já em 2003, o valor que foi “privatizado” por esse expediente para os “colarinhos brancos” e seus patrocinadores na primeira onda do processo. Mas ele estava apenas começando. A crise financeira internacional de 2007 expandiu a coisa para proporções gigantescas sob o pretexto bem conhecido dos brasileiros de “criar uma força anticíclica” para “impedir a entrada da crise no país” ou, dito em linguagem mais popular, transformar tsunamis em “marolinhas“. O PCC atirou-se a um frenesi de constução de estradas, ferrovias e gigantescos projetos imobliários, tanto ligando coisa com coisa quanto o nada a lugar nenhum; tanto onde havia quanto onde não havia gente ou dinheiro para comprá-los e usá-los ou outra forma racional qualquer de justificativa ou expectativa de sustentabilidade.

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Resultado: ha hoje na China imóveis novos desocupados suficientes para abrigar 90 milhões de pessoas, o equivalente à população da Alemanha inteira, e 90% deles estão em cidades de terceira ou quarta categoria, ou em verdadeiras cidades-fantasma, como Tianducheng, esta com cara de Paris que aparece na foto que abre esta postagem, onde nem ha ninguém morando, nem ha, nas vizinhanças, qualquer atividade que permita sustentar quem venha, um dia, a fazê-lo.

Dos 270 milhões de trabalhadores migrantes chineses, só 1% tem casa própria nas cidades onde trabalha mas o salário é insuficiente para comprar casas construídas segundo um raciocínio “político”, se é que pode-se chamar assim o que ocorreu, e não segundo uma lógica de mercado. Foi essa imensa bolha que acelerou artificialmente todas as economias do mundo, especialmente as fornecedoras de commodities (tipo ferro para citar só uma) como a nossa. Foi essa imensa bolha que, furada, vem esvaziando de fato as economias do mundo, especialmente as fornecedoras de commodities como a nossa.

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Agora, com a ponta de cima dos assalariados chineses saturada de imóveis o PCC, à beira do pânico, tenta de todo jeito colocar os trabalhadores migrantes comprando imóveis faclitando-lhes o crédito e a burocracia envolvida. Só que é tarde demais. A indústria imobiliária tocava a cadeia mais importante da economia nacional e ocupava um grande numero desses trabalhadores migrantes, a produção doméstica de aço, outra de mão de obra intensiva, caiu pela primeira vez em 2015 depois de cortadas todas as importações (nós) e, com ela, foi andando para trás o resto da cadeia. Mesmo com todos os incentivos para as cidades pequenas e mais o congelamento das autorizações para compra de imóveis nas grandes, os empregos estão cada vez mais incertos. As construções novas caíram 15% em 2015 e prometem despencar mais em 2016 e isto ameaça toda a economia nacional inclusive com expectativa de crise bancária sistêmica.

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Na cava da onda chinesa, afundam todas as economias do resto do mundo que tomaram por certo a permanência para sempre na crista dela.

Tudo isso vem demonstrar, mais uma vez, que por menos que se goste dela, a alternativa para a famigerada “mão invisivel do mercado” fiscalizada por um estado profilaticamente “desmisturado” dela ditando o rumo e o ritmo da economia é a mão do ladrão livre para agir em função do casamento do poder político com o poder econômico pisando em tudo e em todos, roendo por baixo a riqueza nacional e cobrando, por cada ano de “avanço” pelo caminho “fácil” vendido aos trouxas pela esperteza pretensamente iluminada, 5 ou 6 de marcha a ré na hora que a ficha cai.

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O lado bom da humanidade

4 de fevereiro de 2016 § 11 Comentários

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