De como a montanha de mentiras acaba parindo a verdade
março 6th, 2012 § 1 Comentário
Enquanto o Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, (e mais uma pá de gente da mesma torcida) reclama que o que os países ricos em crise necessitam é mais dinheiro (falso, daquele que se imprime sem lastro, porque do verdadeiro, que traduz riqueza nova construida não ha), economias como a do Brasil estrebucham sob o tsunami dos US$ 8,8 trilhões emitidos por americanos e europeus nos últimos três anos para empurrar para baixo do tapete os restos da esbórnia em que eles passaram afundados dos meados dos anos 80 até 2007 quando a coisa estourou.
Emitir dinheiro a quilo é a maneira de enfiar a conta no dos outros sem quebrar ostensivamente as regras do jogo do “livre comércio” que eles próprios criaram e, assim, seguir enfiando mercadorias “monetariamente subsidiadas” pelas fronteiras comerciais abertas de quem embarcar nesse me engana que eu gosto.
Aproveitando a deixa, dona Dilma do PT, que cobra os maiores impostos e devolve a pior infraestrutura do mundo porque o terço que arranca de quem trabalha para construir esta sexta maior economia do mundo não basta para pagar a farra da “mamabilidade” que rola nos 36 ministérios abarrotados de “cumpanhêros” que ela mantém, bate-se pra Alemanha pra dizer que o PT faz tudo certinho mas o Brasil não vai pra frente exclusivamente em função desse jogo de empurra dos ricos do mundo.
E pra não deixar a bola cair, dona Angela Merkel que, ao embarcar no euro, garantiu que a Alemanha mataria a pau as industriazinhas dos europeus mais pobres que, impedidos de fazer o que agora fazem os ricos com suas moedas para baratear suas exportações, jamais conseguiriam competir com seus produtos e se tornariam clientes cativos da industria alemã, posa de monetarista radical, agora que eles faliram, receitando aos outros, na maior cara de pau, remédios que ela sabe que jamais conseguiria enfiar goela abaixo dos seus próprios eleitores.
A democracia que conhecemos é um subproduto do Iluminismo, aquele estado de deslumbramento em que a humanidade entrou quando conseguiu romper a muralha dentro da qual a Igreja mantivera encerrada a inteligência nos 1500 anos precedentes.
Durante os dois séculos seguintes assumiu-se que a capacidade humana de raciocinar existia exclusivamente para dar às pessoas a condição de saltar a barreira das aparências e encontrar a verdade.
Hoje ha toda uma corrente de estudiosos da “psicologia evolucionária” (especialmente na França) que garante que a capacidade de raciocinar evoluiu por uma razão bem diferente: apenas e tão somente para ganhar discussões. A razão, segundo esse pessoal, não passaria de um instrumento da compulsão básica do homem de vencer o adversário que, para isso, recorre às distorções, à seleção desonesta de pedaços de verdades, à falsificação pura e simples e a todo tipo de truque desonesto, não para descobrir a verdade, mas para dar uma aparência de verdade àquilo que ele sabe ser mentira apenas para triunfar na arena do debate.
Mas também essa verdade se torna mentirosa quando, bem ao gosto francês, tratam de torná-la absoluta e “provar” que tudo que fazemos é motivado única e exclusivamente por razões egoístas e pela vontade de manipular os outros. Pois por traz de tal afirmação esconde-se a intenção de afirmar que não existe livre arbítrio e, portanto, nenhuma responsabilidade de ninguém por nada do que lhe acontece e que, não existindo mérito não pode também haver fracasso, razão pela qual justifica-se que um ente impessoal como o Estado dê a cada um segundo a sua necessidade e dane-se a liberdade, que é só uma ilusão.
E assim, a partir de um exemplo fortuito, fecha-se o círculo.
Donde, atenção: a verdade pode estar a serviço da mentira, até para provar que mentira e verdade são sinônimos, o que obviamente não é verdade. Os políticos são os mestres dessa arte mas não são os únicos a praticá-la. E a única maneira de não se deixar manipular no meio desse tiroteio é voltar constantemente aos fatos para checar, a bem da verdade, quem está mentindo mais, coisa que, diga-se de passagem, tem tudo a ver com o que ficou dito no artigo anterior a este.
“Non duco, ducor”, a Síndrome de Google
janeiro 28th, 2012 § Deixe um comentário
Para todo lado que se olhe, inclusive e especialmente o das democracias, o cenário é desolador.
“Líder”…
Os jornais e as televisões adoram a palavra de que abusam tanto mais quanto menor for a adequação do termo à realidade.
Mas o fato que define o tempo em que vivemos é que eles não existem mais.
Excluído o “Vale tudo por dinheiro” que permeia das religiões televisivas às formas mais íntimas do relacionamento humano, não existe qualquer outro “norte” discernível que seja capaz de por dez gatos pingados na mesma faixa de sintonia.
Do cenário político europeu aos pais diante do desafio da educação dos filhos; da oposição brasileira aos que se confrontam nos impasses que travam a Europa e os Estados Unidos, todo mundo está perdido com exceção dos cínicos cujo rumo se define exatamente em função da falta de rumo dos demais.
Esta é a Era do Google, o moto perpetuo do “é proibido proibir”; a ferramenta matemática de realimentação sem limites (“até além da centésima casa decimal”) de qualquer desejo manifestado.
A humanidade está sem rumo e é proibido que se lhe faça sugestões. E tendo a missão do homem na Terra ficado reduzida a atender “demandas”, é preciso que a política perca o rumo também para não ser apedrejada como elitista e anti-democrática.
“Non duco, ducor”*.
Vivemos a era da inversão “on demand” da antiga máxima de São Paulo.
É assim que, fácil como nunca antes na história deste mundo, o vácuo vai sendo preenchido pelos que fazem tudo por dinheiro ainda mantendo uma aparência de respeito pelas regras, como no universo dos advogados e das grandes corporções, e os que fazem tudo por dinheiro sem respeitar regra nenhuma, como se vai tornando norma no universo virtual.
Políticos, BBBs, mega-piratas, Estados-piratas, estes sim, agora livres e desobrigados pela promoção da covardia ao status de virtude, sabem, como sempre, exatamente onde querem chegar.
Ja a democracia – coitada! – vai sendo arrastada pela Medina, aos trambolhões. Só se levanta o seu outrora santo nome, hoje em dia, para defender a descriminalização da livre predação que rola na internet.
* “Não conduzo, sou conduzido”
Os piores são os “brotherzões” lá em cima
janeiro 19th, 2012 § 2 Comentários
No fim de semana passado, antes desse factóide do “estupro” transmitido ao vivo em que a imprensa toda embarcou como uma otária levando o Ibope para onde a Globo o queria, uma amiga já tinha matado a charada:
“O BBB atrai porque, em muito pouco tempo, revela os traços de caráter dos participantes que a gente leva anos para detectar em amigos que frequentamos apenas por algumas horas de poucos dias por mês em situações normalmente sem nenhum estresse. O programa prende porque é puro comportamento humano em ritimo de filme acelerado”.
É verdade! Bem definido!
Agora, quando os participantes são selecionados em função da sua “opção” sexual ou da sensualidade da sua aparência; quando a declaração de intenção de passar por cima de todas as regras da ética e do pudor é um pré-requisito obrigatório; quando a produção força a barra de todas as maneiras, até com o expediente raso e explícito de não oferecer camas em numero suficiente para todos os participantes para forçar a promiscuidade entre os “jogadores”, o que o programa revela são, principalmente, os traços de caráter dos brotherzões lá de cima, donos da Rede Globo.
PS.: Um participante foi linchado publicamente como estuprador em rede nacional. Horas depois a “vítima” declarou que a relação foi consensual…
Como é que fica?
Depois que essa história rolar na Justiça, periga este BBB entrar para a história como aquele que realmente pagou o maior prêmio jamais “arrancado” de uma televisão brasileira.
Venda de app’s no Natal foi chuva de bilhões
janeiro 4th, 2012 § Deixe um comentário
As vendas de aplicativos para telefones e tablets baixados da rede passaram longe a marca recorde de 1 bilhão de unidades esperada para a semana do Natal. Foram a mais de 1,2 bilhão.
20 milhões de novos aparelhos das famílias Apple (iOS) e Android entraram em funcionamento nessa mesma semana. A estimativa da agência especializada Flurry, inglesa, era de que 245 milhões desses aparelhos estavam em atividade antes da semana do Natal, o que quer dizer que o crescimento do numero de “conectados” foi de 8% só naqueles sete dias.
A agência estimou ainda que 6,8 milhões de novos aparelhos entraram em funcionamento somente no dia do Natal (a Google confirmou que 3,7 milhões de aparelhos motorizados pelo Android entraram no ar durante toda a semana de Natal, o que deixa 16,3 milhões na conta da Apple).
Desse bilhão e duzentos de novos aplicativos os Estados Unidos baixaram 509 milhões (42,3%), a China 99 milhões, a Inglaterra 81 milhões. O Financial Times, de onde tirei a notícia (íntegra aqui), não publicou dados sobre o Brasil.
Os games Angry Bird e Where’s My Water foram os campeões, seguidos pelas adaptações para celular de Monopoly, Scrabble e Trivial Suit.
Entre os aplicativos gratuitos os campeões na Inglaterra foram os novos softs para assistir TV tais como BBC iPlayer, ITV Player e 40D Catch Up. O aplicativo da Skype também estava entre os 10 mais baixados. A Flurry monitora os downloads e o uso de 140 mil aplicativos à venda no Android Market e nas App Stores da Apple.















