Quero meu Dell Valle de volta!

julho 28th, 2009 § Deixe um comentário

dell valleA Coca-Cola comprou os sucos Dell Valle, uma das melhores coisas que chegaram ao Brasil ultimamente.

Mas não para faturar em cima da excelente qualidade do suco que eles produziam. Foi para tirá-los do mercado e acabar com a alternativa para as gororobas insôssas que a própria Cola vende a título de suco de frutas.

Se o Cade aplicou a maior multa da sua história na Ambev porque eles obrigavam meros botequins a fazer isso com seus concorrentes, tem, por obrigação, de arrancar as calças da Coca-Cola por tentar fazer a mesma coisa em escala nacional.

Quero o meu suco de uva light da Dell Valle de volta!

Delícias dos jornais de hoje

julho 28th, 2009 § Deixe um comentário

“Ich bin ein filho da puta!”

Contra tudo e contra todos, Lula reprime a rebeldia do PT, caça o manifesto do seu líder, Aloísio Mercadante, e dá ordem unida de apoio ao Sarney.

É o nosso Kennedy às avessas. Repetiu, só que do lado do bandido, o gesto do presidente americano, que se aliou aos berlinenses quando os russos fecharam Berlin dentro de uma muralha. No auge da Guerra Fria, com bombas atomicas engatilhadas por todo lado, ele foi lá, montou um palanque mais alto que O Muro, e fez um discurso que se aliando aos perseguidos que começava assim:

“Ich bin ein berliner!” (“Eu sou um berlinense”, e tudo que fizerem contra voces será como se fizessem contra mim…)

Pois o Lula olhou de dentro da muralha onde se esconde a canalha política do Brasil, e gritou pra todos nós aqui fora, se aliando aos bandidos:

“Ich bin ein filho da puta!” (“Eu sou o Zé Sarney, e tudo que fizerem contra ele será como se fizessem contra mim…)

E porque tanto?

Porque a turma do Sarney é quem decide se a Petrobras, onde se esconde roubalheira que transformará todas as outras da história Brasil somadas em um troco, será ou não investigada pra valer “pela primeira vez na história deste país”.

A metrópole e a colonia

A parte institucionalizada do assalto da “metrópole” sobre a “colônia”; dos “donos do poder” sobre os brasileiros de segunda classe, está, aliás, descrita na matéria que mostra a total ausência de crise em Brasilia, tambem do Valor de hoje.

Lula foi sincero. Quando falou em “marolinha”, tinha suas proprias referências em mente. Pra ele e pro resto da turma que tem “emprego” mas não trabalho, é assim mesmo que as coisas têm sido. Mérito é palavra desconhecida; desemprego é contra a lei; nepotismo e aparelhamento são “direitos adquiridos” de quem enganar mais eleitores; promoção é função do quanto você puxa o saco do chefe corrupto; aumentos de salários são automáticos e independentes de qualquer dado da realidade nacional ou internacional e aposentadoria vem cedo e gorda, e pode até ser transmitida por herança.

E o resto que se afogue!

TPM aqui?!!!

No meio da crise, a cunhadinha do Ciro Gomes, aquele que quer vir dar vazão ao seu “mercurialismo” aqui em São Paulo, foi passsear no Egito e em Portugal, de primeira classe, às custas dos cearenses.

E olha que ela não tem emprego oficial nenhum…

PS: “mercurial” é o eufemismo, aplicado pela primeira vez ao Itamar, que se usa para descrever ataques de tpm masculina quando o autor do chilique está daquele lado que a maioria dos jornalistas prefere (ou preferia antes que o PT partisse para a sua fase “triple X”).

“Infratores” e “opositores”

E as armas que Hugo Chaves, aquele que o Lula queria ser, comprou da Suécia em nome da Venezuela, foram parar nas mãos das Farc, aquela gente bem intencionada que o PT se recusa a qualificar como terrorista. Mesmo com lança foguete nas mãos, refens acorrentados nas árvores e as fabriquetas de cocaína espalhadas pela selva, o Itamaraty, seguindo o seu mestre, ensina que tudo não passa de aparência enganosa: as Farc são só “oposição”, tão democrática quanto você e eu, ou aqueles paranóicos de mãos levantadas na frente das armas que eles lhes apontam.

Nada a estranhar: serial killer no Brasil, desde que menor de idade, não é só “infrator”, coitadinho? E quem mata pai e mãe dormindo a pauladas não pode ser solto por “bom comportamento”?

Lya Luft tem um excelente artigo na Veja desta semana mostrando onde tudo isso começa, e onde vai parar.

Cú na parede, gente!

“Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.

O Lula anda com o Amadhinejad, com os irmãos Castro, com o tarado da Guiné Bissau, com o Chaves, com o Rafael Correa…

Ultimamente, caiu de amores pelo bispo libidinoso que hoje reina no Paraguai.

Melhor começar a andar com o cu na parede, gente!

Clamando no deserto

Se tivesse, no governo brasileiro, alguem com vontade de aprender, poderia tirar excelentes lições das pistas deixadas por Delfin Netto em seu artigo de hoje sobre como aquilo que os franceses, com quem aprendemos tudo em matéria de amor a têtas, chamam de “glaciação salarial” na Alemanhã, tornou aquele país o segundo do mundo, perdendo só pra China, em crescimento de exportações.

Mas não tem ninguem. Lula considera a disposição para aprender coisa de reacionário, e limpou o seu governo de qualquer um que abrigue interrogações na cabeça.

Lá só entra quem já sabe tudo. De nascença…

Mêda!

Especialistas do mundo inteiro em iteligência artificial reunidos em Asilomar, California, mostram porque devemos estar preocupados desde já com o excesso de poder e autonomia que estamos dando para as máquinas.

Silvio Meira, aqui, http://smeira.blog.terra.com.br/2009/07/27/robs-2-mquinas-autnomas-de-guerra/ , mostra na pratica quanto essa questão é séria…

Os Sarney, os Chaves e a gratidão de Lula

julho 26th, 2009 § Deixe um comentário

sarneyChavez x Lula

Os editores nem se deram conta e perderam a oportunidade de enfatizar essa coincidência, mas são impressionantes as semelhanças entre os métodos de operação (nepotismo e saque sistemático do Estado) e os resultados finais da atuação das famílias Sarney, no Maranhão, e Chaves, em Barinas, Venezuela, relatadas em matérias do Estadão deste domingo (paginas A14 e 15 para os Sarney e A20 para os Chaves).

Todos os familiares empregados no Estado; testas-de-ferro explorando tudo que possa render “algum”; controle da exploração das commodities; manipulação de eleições; truculência contra críticos e adversários políticos; absoluta cara-de-pau diante das denuncias, e por aí…

Resultado?

Assim como o Maranhão, dominado ha 50 anos pelos Sarney tem o pior indice IDH do Brasil, Barinas, dominado ha décadas pelos Chaves, é o Estado mais miserável da Venezuela.

A unica diferença visivel é que Hugo Chaves, que segura a onda da quadrilha de Barinas, está geneticamente ligado a ela.  Já o nosso Lula, oPTou pela associação com os Sarney. Questão de gratidão: é ele quem colhe, com as esmolas com que compra “aprovação popular”, os frutos da miséria que os Sarney semeiam.

43 perguntas e respostas sobre a Gripe Suina

julho 25th, 2009 § Deixe um comentário

GS1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?

Até 10 horas.
2. – Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

Torna o vírus inativo e o mata.

3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

 4.- É fácil contagiar-se em aviões?

 

Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.- Como posso evitar contagiar-me?  

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.- Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.- De que forma o vírus entra no corpo?

Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
 
 9.- O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

 10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram? Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
 

11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

Não porque contém químicos e está clorada

12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

 De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?

Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18.- Qual é a população que está atacando este vírus?

De 20 a 50 anos de idade.

19.- É útil a máscara para cobrir a boca?

Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.- Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.- Serve para algo tomar Vitamina C?

Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

 A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.- O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.- Os mascotes contagiam o vírus?

Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?

Não.

26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?

Não serve para nada.

30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

SIM.

31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

 NAO.

32.- O que mata o vírus?

O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

 33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

O isolamento.

34.- O álcool em gel é efetivo?

SIM, MUITO EFETIVO.
35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.- Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

SIM.

39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?

É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?

Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
 
 41.- Posso me contagiar ao ar livre?

Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42.- Pode-se comer carne de porco?

SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

Amor, luxo e capitalismo

julho 24th, 2009 § Deixe um comentário

PFino 230O Brasil viveu 300 anos da troca de espelhinhos e miçangas de enfeitar índio por um “pau de tinta” de enfeitar europeu.

E até meados do século XX, só teve mais dois produtos na sua pauta de exportação: açúcar, que conviveu com a coleta de pau-brasil desde o início da colonização como a única atividade agro-industrial do novo continente, e café, que tomou, temporariamente, conta da situação a partir de meados do século XIX. Estes dois produtos, embora menos potentes que outras dentro da mesma classificação, estão, tecnicamente, listados entre as “drogas psicoativas”, outro “supérfluo” que, do homem das cavernas até hoje, a humanidade nunca dispensou.

Os oceanos, os sertões, as feras, as doenças desconhecidas; nem mesmo a ignomínia da escravidão, sem a qual não haveria nem canaviais nem Engenhos, conseguiu deter essa corrida que, durante três séculos e mais, teve como objetivo quase exclusivo satisfazer vaidades, o único traço comum àqueles homens e mulheres das duas margens do Atlântico e dos dois extremos da civilização – índios e europeus — que os milênios, a distância e a cultura não conseguiram apagar.

Foi assim durante quase 500 anos, na parte da História do Mundo que nos toca.

Já vinha sendo assim muito antes disso.

Werner Sombart demonstrou, com a meticulosidade dos sábios alemães, que o amor e o luxo, trazidos pelas mulheres do fundo das alcovas para o centro das cortes, foram os pais do progresso e os avós do capitalismo.

Como é que é?!

É isso mesmo: o amor e o luxo criaram o capitalismo.

Tudo começou num remoto principado italiano (sempre eles!), por volta do século XIII. Até então, as cortes européias eram dominadas pelos homens. Brutos e sem graça como continuam sendo, eles viviam em suas fortalezas de pedra, sentados em bancos de pau e comendo com as mãos. E mantinham suas mulheres trancadas em quartos sem janelas no meio desses castelos.

O luxo, para eles, não se fruía. Era “séqüito”. Apenas um componente do esquema de poder, que era necessário mostrar da porta de casa para fora, para impressionar os aldeões que viviam sob sua “proteção” ou os reinos vizinhos que visitavam. Consistiam nos estandartes carregados pelos pajens, nos arreios enfeitados de seus cavalos e nas roupas de sua majestade e de seus cavaleiros (meio roupas meio equipamentos de guerra, pra ser mais exato).

Até que um príncipe apaixonado do Norte da Itália lançou nova moda: tirou sua mulher da alcova e a colocou no centro da corte. E a coisa “pegou”. Em toda a Europa, e cada vez mais, passou a ser “chic” as mulheres comandarem as recepções de seus senhores. Não demora, e o comando da casa toda passa a ser delas. (Não parariam por aí…).

E então, o luxo migra para dentro de casa.

O poder, cada vez mais, deixa de ser medido pelo fausto do séqüito, e passa a ser avaliado pelo luxo dos castelos, das casas dos nobres e … das casas dos que queriam parecer nobres.

Num mundo em que só havia duas classes sociais – a dos senhores e a dos servos; a dos donos das glebas e a dos que cultivavam as glebas – surge uma terceira: a dos artesãos, necessários para prover o luxo que os nobres (e os simplesmente ricos) consumiam cada vez mais. Tecelões, coloristas, alfaiates, bordadeiras; estofadores, tapeceiros, entalhadores, douradores. Os próprios “artistas plásticos”, no topo da cadeia da decoração. Os provedores das matérias-primas que esses trabalhadores transformavam; os garimpeiros, os comerciantes de especiarias e de corantes raros; os navegadores, aventureiros e marinheiros que os levavam até elas; os armadores, que lhes construíam os navios; os fabricantes de Engenhos de Açúcar. Tudo isso; toda essa gente que já não vive do trabalho braçal na terra; toda essa classe intermediária de homens livres vivendo do seu próprio trabalho, que pode sair do campo e passar a viver nas cidades – a burguesia, enfim — surge a partir do impulso inicial do deslocamento das mulheres para o centro das cortes e do incoercível crescimento do consumo do luxo.

Werner Sombart pesquisa os números das cortes dos Luízes, obcecadas por estatísticas, e prova a importância desse setor da economia, que é maior e emprega mais que qualquer outro, mesmo do que sustentava a máquina militar.

As Navegações – em que se arriscava viagens como que a planetas distantes e desconhecidos – o mercantilismo, mesmo, foi movido à busca desses “supérfluos”: a tinta que coloria de púrpura a roupa dos reis, dos potentados da Igreja, dos novos ricos; as especiarias e as novas “drogas”; os metais e as pedras preciosas…

Não deveria ser necessário faze-lo hoje, quando a moda e o entretenimento, que tudo pautam e tudo traduzem, estão consagrados na indiscutível condição de maiores indústrias das maiores economias do mundo, que são a norte-americana e a européia. Mas neste país onde a ignorância ganha ares de virtude, alimenta arrogâncias e justifica truculências, e onde até os “bem pensantes” tendem a legitimar perseguições covardes do Estado a comerciantes do luxo, não custa relembrar quanto se destruiu em nome de utopias, e quanto tem sido construído graças à imanência do “supérfluo”.

Onde estou?

You are currently viewing the archives for julho, 2009 at VESPEIRO.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 889 other followers